
Para Escatamburgo, desejar o casamento não é incompatível com uma vida de contentamento. O problema surge quando a pessoa condiciona sua felicidade a uma circunstância futura.
“O solteiro pode amar, servir, trabalhar, estudar, fazer amizades, evangelizar, desenvolver seus dons, cuidar da família e participar da igreja agora”, destaca. Nesse sentido, a pergunta deixa de ser apenas quando o casamento acontecerá e passa a considerar como a pessoa pode servir a Deus no presentIdentidade não depende do estado civil
A pressão social e a comparação com amigos e familiares casados estão entre os desafios enfrentados por muitos solteiros. Na avaliação do pastor, a resposta bíblica começa pela compreensão de que o valor de uma pessoa não é determinado pelo estado civil.
“Em Cristo, nossa identidade fundamental é espiritual”, atesta, citando 2 Coríntios 5:17: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura”.
Escatamburgo também chama atenção para a importância da vida comunitária. Embora a solidão possa fazer parte da experiência humana, Wagner ressalta que ela não deve ser confundida com abandono. A convivência com a igreja, amigos, familiares e irmãos na fé pode oferecer apoio e espaço para compartilhar responsabilidades. “Deus criou a igreja para que o cristão não viva isolado”, explica.
Outro princípio destacado pelo pastor é evitar comparações. Segundo ele, observar constantemente a trajetória de pessoas que se casaram pode gerar ansiedade, frustração e sentimento de inferioridade. “Olhe menos para o caminho do outro e mais para a fidelidade ao caminho que Deus colocou diante de você”, acoDons e vocação podem ser desenvolvidos
A solteirice também pode representar uma oportunidade para investir em diferentes áreas da vida cristã. Escatamburgo recorre novamente a 1 Coríntios 7 para destacar que Paulo apresenta a condição de solteiro como uma possibilidade de maior concentração nas coisas do Senhor.
De acordo com o pastor, o solteiro pode utilizar essa disponibilidade para desenvolver seus dons e contribuir com a igreja e a sociedade. “Imagine alguém que possui talento para ensinar. Outro para música. Outro para liderança. Outro para evangelização. Outro para cuidar de pessoas. Outro para trabalhar e gerar recursos para ajudar necessitados. O estado civil não deve impedir ninguém de cumprir sua vocação”, afirma.
A orientação, portanto, é substituir a preocupação exclusiva com a busca por um relacionamento pela disposição de descobrir como a própria vida pode abençoar outras pessoas. “A pergunta deixa de ser apenas ‘Quem vai entrar na minha vida?’ e começa a ser: ‘Quem Deus quer alcançar através da minha vida?’”, reInversão de perspectiva
Para o pastor, outro ponto fundamental é combater a ideia de que a felicidade começará somente depois do casamento. A Bíblia, segundo ele, apresenta Deus como a fonte da verdadeira vida e não coloca o matrimônio como solução para a realização pessoal.
“O casamento pode trazer companheirismo, amor e muitas alegrias, mas também traz responsabilidades, renúncias e desafios. Ele não foi criado para ocupar o lugar de Deus no coração humano”, afirma.
A partir dessa compreensão, Escatamburgo propõe uma inversão de perspectiva. Em vez de considerar o casamento como ponto de partida para uma vida com propósito, o cristão deve reconhecer que sua vida já possui significado em Deus.
“Eu não preciso me casar para começar a viver; preciso viver fielmente diante de Deus enquanto caminho em direção ao futuro que Ele permitir”, declara.
Para o pastor, caso o casamento aconteça, ele deve ser compreendido não como uma resposta definitiva à solidão ou como condição para a felicidade, mas como uma nova dimensão de amor, companheirismo e serviço. “A vida do solteiro já pertence a Deus. Ele já tem uma missão, pessoas para amar, dons para desenvolver, um chamado para cumprir e uma relação com Cristo para aprofundar”, conclui.
Fonte Comunhão.
Fonte: wp:net3gospel.com.br:53440




