
Por Cristiano Stefenoni
Durante o Agosto Lilás, campanha de conscientização sobre a violência contra a mulher, igrejas têm ampliado o espaço para discutir o tema e ajudar a romper tabus relacionados às agressões dentro de casa. Como ambientes de convivência e referência para a comunidade, as denominações religiosas têm levado o debate para além da dimensão espiritual, abordando prevenção, respeito e relacionamentos saudáveis.
A policial penal e mestre em Segurança Pública Graciele Sonegheti, que também possui formação em Psicologia, tem dedicado parte de seu trabalho à sensibilização sobre a violência contra a mulher em igrejas e outras instituições. Por meio da palestra “Segurança Feminina”, ela apresenta diferentes formas de agressão e orienta sobre a importância de reconhecer situações de violênRecentemente, Graciele levou a palestra a três igrejas de Vila Velha, no Espírito Santo: a Comunidade Batista Cristã (COMBC), em Santa Mônica Popular; a Igreja Batista do Ágape, no bairro Ilha dos Bentos; e o Ministério Batista El Shaday, em Nova Itaparica. A iniciativa buscou ampliar a conscientização sobre comportamentos violentos que podem passar despercebidos no cotidiano.
Para Roberta Felz, líder do movimento de mulheres da Igreja Batista do Ágape, um dos principais pontos da palestra foi mostrar que determinadas atitudes consideradas normais podem representar violência. Segundo ela, essas práticas podem atingir a dignidade, a autoestima e a estrutura emocional da mulher.
Roberta também destaca que a prevenção passa pelo respeito a Deus, aos princípios cristãos e à família, além da construção de relacionamentos baseados em diálogo e cuidado. Para ela, o encontro foi marcado por aprendizado, conscientização e incentivo ao respeito, à prevenção e à valorização da vGraciele afirma que a violência contra a mulher é uma pauta que alcança todas as mulheres, independentemente de credo, idade ou cor. Ela também considera as igrejas importantes para a disseminação da mensagem de combate às agressões, especialmente por conta dos movimentos organizados existentes nessas comunidades. Segundo a policial penal, o feminicídio representa o último estágio de um ciclo que pode começar com violência verbal, psicológica ou patrimonial.Sempre abordo a questão da independência financeira no contexto da violência doméstica. Nesse sentido, o empreendedorismo feminino é uma ferramenta para a quebra do ciclo de agressões”, afirma.
A agenda de Graciele durante o mês de agosto continuará com palestras no Instituto Tiago Camilo e nas empresas Liquiport, Atlas e Sicoob. A iniciativa mantém o foco na sensibilização e na prevenção da violência contra a mulher, levando o debate a diferentes espaços de convivência e trabalho.
Fonte Comunhão.
Fonte: wp:net3gospel.com.br:53214




