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Notícias/Economia14/08/2026· Local

Comércio cresce 1,9% no semestre, diz IBGE

Ele disse que o início do ano foi forte, com resultados positivos em janeiro (0,5%), fevereiro (0,8%) e março (0,8%). Como efeito, o primeiro trimestre de 2026 cresceu 1,1% ante o quarto trimestre de 2025, um recorde na série histórica iniciada em 2000.

 

Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, no entanto, as vendas no comércio caíram 0,4%. Santos explicou que há um “efeito estatístico” que dificulta a continuidade de alta ao atingir o ápice da série. “Há um efeito estatístico que torna muito mais difícil continuar crescendo quando se está no ponto mais alto da série.”

 

Desaceleração da inflação e avanço do emprego favoreceram varejo restrito em junho

A desaceleração da inflação em maio e junho e o avanço do emprego favoreceram o desempenho do comércio varejista restrito, avaliou Cristiano Santos.

 

Ao analisar a influência dos indicadores macroeconômicos sobre o comércio, Santos afirmou que há “mais fatores que levam para o campo positivo do que fatores que levam para o campo negSegundo o pesquisador, a inflação cheia perdeu força no período e o peso de itens relevantes para o consumo das famílias passou a aliviar.

 

Ele destacou que a alimentação no domicílio, importante para a conversão de receita em volume no segmento de supermercados, veio negativa em junho, após ter sido positiva em maio.

 

Além disso, afirmou que a inflação desacelerou ou veio negativa em grupos como vestuário, mobiliário, eletrodomésticos, equipamentos e produtos farmacêuticos, reforçando um ambiente de menor pressão inflacionária para o varejo restPelo lado do mercado de trabalho, Santos destacou que o aumento do número de pessoas ocupadas compensou a queda dos rendimentos. “A massa de rendimento teve uma ligeira queda de 0,5%, mas o número de pessoas ocupadas cresceu 1,1% em junho de 2026 em relação a maio”, disse, citando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). “São fatores que têm uma distribuição mais para o positivo, o que ajuda a segurar esse indicador de volume no campo de crescimento”, completou.Sobre o varejo ampliado, Santos afirmou que o setor ainda sente os efeitos da inflação de automóveis novos e de material de construção. “Material de construção e automóvel novo tiveram aceleração. Então, quando a gente olha o ampliado, a gente vai ver que o ampliado, sim, está em queda”, disse.

 

Ao mesmo tempo, o gerente ponderou que há fatores limitadores, como o peso dos juros sobre o crédito à pessoa física. Santos explicou que, quando o crédito não se expande, “há uma menor chance de isso bater no consumo” e, consequentemente, nos indicadores da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.

 

Em junho, o varejo ampliado ficou 2,1% abaixo do recorde da série histórica, registrado em fevereiro de 2026. Em 2026, o varejo ampliado subiu 1,1% no primeiro trimestre e caiu 1,0% no segundo.

 

Em 2025, o setor cresceu 0,7% no primeiro trimestre e recuou 1,5% no segundo. No terceiro trimestre, houve alta de 0,3%, seguida de avanço de 1,5% no quarto.

 

Com informações da Estadão Conteúdo – Economia, Paula Martini

Fonte: wp:net3gospel.com.br:53347