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Notícias/Destaque21/08/2026· Local

Como Jesus ensina a confrontar um irmão

Como confrontar com amor e humildade

É tentador assumir o papel de juiz quando somos ofendidos. Queremos que o outro veja a gravidade do erro e pague pelo que fez. Contudo, essa não é a postura que Deus deseja, conforme as Escrituras nos ensinamQuando alguém se desvia do Pastor e peca, devemos ir até essa pessoa e repreendê-la com gentileza. Jesus ensinou: “Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o erro, só entre vocês dois. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão” (Mateus 18:15). Note que o Senhor não recomenda expor o erro em redes sociais ou diante de amigos, mas tratar o assunto em particular.

 

Lembrando da humildade destacada no início do capítulo, não devemos agir com superioridade ou autojustiça. Se o maior no reino dos céus é quem se coloca em posição de servo, devemos falar como irmãos, não como juízes. Todos nós pecamos e não somos espiritualmente melhores que ninguém. Avaliar a si mesmo e orar antes de confrontar evita que sejamos hipócritas, apontando o erro no outro sem reconhecer o nosso (Mateus 7:3-5).

 

Além da humildade, a gentileza é fundamental. Há diferença entre dizer a verdade e jogar culpa de forma cruel. A verdade pode ser dura, mas deve ser comunicada com amor, não com palavras frias que ferem (Efésios 4:29). O Espírito Santo age para convencer o irmão do pecado e pode usar nossas palavras para levá-lo ao arrependimeNosso papel é confrontar o irmão que se afasta do Pastor e está preso no pecado. Não podemos controlar sua reação – ele pode se irritar ou negar o problema. Se não houver arrependimento, o próximo passo é levar a questão a outros cristãos maduros e, depois, à comunidade de fé (Mateus 18:16-17). Embora a igreja ainda não estivesse formalmente estabelecida nessa época, o corpo de Cristo é a instância seguinte para lidar com um irmão impenitente.Independentemente da resposta do irmão, devemos ser fiéis à orientação de Jesus para mostrar o erro com amor, gentileza e humildade.

 

O objetivo da repreensão não é envergonhar, mas corrigir e restaurar o irmão ao convívio. Não queremos que ele permaneça perdido, vulnerável às consequências do pecado. Confrontar é um ato de amor, desejando que ele retorne à comunhão com Deus e com os irmãos (Gálatas 6:1).

 

Para que isso aconteça, também precisamos estar dispostos a perdoar. Jesus ressaltou a importância do perdão após o pecado do irmão em versos posteriores de Mateus 18. Pedro perguntou quantas vezes deveria perdoar (Mateus 18:21), sugerindo sete vezes. Jesus respondeu que deveria ser setenta vezes sete, enfatizando a disposição contínua para perdoar (Mateus 18:22).

 

Deus nos perdoou imensamente por meio da obra de Jesus na cruz. Recebemos perdão mesmo sem merecer. Se o Senhor morreu por nós enquanto ainda éramos pecadores, devemos estar dispostos a perdoar quem nos ofende (Romanos 5:8; Colossenses 3:13).

 

Negar graça é agir como o servo sem misericórdia da parábola de Cristo, que foi perdoado de uma dívida enorme, mas não perdoou uma dívida pequena (Mateus 18:23-35). Devemos estender misericórdia porque recebemos graça incomensurável do Salvador.

 

Confrontar um irmão sobre o pecado não é usar seus erros para nos sentir superiores. É servir e amar. Devemos ir até ele em particular, com humildade e gentileza, buscando a restauração. Não controlamos a reação, mas falamos a verdade em amor, desejando que o irmão se arrependa e volte à comunhão.

 

Crédito da foto: ©GettyImages/fizkes (Com informações de Redação – Christianity)

Fonte: wp:net3gospel.com.br:53791