
O cantor afirmou que a frase mudou sua maneira de pensar sobre o papel de quem conduz o louvor. Para ele, a função do artista não deve ser ocupar o centro da atenção, mas permitir que a música cumpra seu papel dentro do culto.
“Foi uma revelação, sinceramente, e ele estava certo. Ao liderarmos o louvor, não devemos ser celebridades. Devemos, de certa forma, desaparecer, para ser honesto, e nosso objetivo é mudar a atmosfera e permitir que Deus encontre as pessoas. Esse é o nosso trabalho.”
A crítica não significa, segundo o próprio Smith, uma rejeição à presença de artistas conhecidos no ambiente cristão. O ponto levantado por ele está relacionado ao lugar ocupado pelo músico durante o culto e à forma como a exposição pública pode alterar essa relação.
Smith observa que plataformas digitais podem estimular uma atenção maior sobre a pessoa que canta, sua imagem e sua presença pública. Para ele, esse movimento exige atenção justamente porque a lógica de visibilidade das redes pode entrar em conflito com a proposta de colocar Deus como centro da adoAcho que muitos desses jovens líderes de louvor e pessoas que frequentam cultos hoje em dia não conhecem muitas dessas músicas e acho que eles precisam conhecê-las”, afirmou.
A exposição de quem lidera o louvor
Para Michael W. Smith, o problema não está simplesmente em um artista ser conhecido. A preocupação está no momento em que a fama passa a determinar a forma como o culto é organizado ou percebido.
O cantor defende que quem lidera o louvor precisa reconhecer a diferença entre ser uma referência musical e ocupar o centro da adoração. Na visão apresentada por Smith, a visibilidade pode existir, mas não deve transformar o líder em protagonista do cO cantor também relaciona essa preocupação à formação de novos líderes de louvor. Em sua avaliação, quem chega agora a esse espaço precisa conhecer músicas que atravessaram diferentes períodos da música cristã e entender que o repertório não precisa estar sempre ligado às tendências do momento.
Essa preocupação aparece no projeto “House of Worship”, filme que reúne artistas de diferentes gerações da música cristã e chega aos cinemas dos Estados Unidos a partir de 23 de agosto. Smith atua como produtor executivo ao lado de Darlene Zschech e participa de uma produção que reúne 25 artistas e compositores.
Entre os nomes envolvidos estão CeCe Winans, Kari Jobe, Cody Carnes, Naomi Raine, Matt Redman, Israel Houghton, Paul Baloche, Brian e Jenn Johnson, Charity Gayle e Hillary Scott. O projeto também inclui Smith em uma apresentação de “Agnus Dei” ao lado de Chris Brown, do Elevation Worship.
Para Smith, parte do repertório reunido no filme continua relevante porque permaneceu conhecida ao longo dos anos. Ele citou músicas como “The Heart of Worship”, “Shout to the Lord” e “Come Now Is the Time to Worship” ao defender que canções de outras épocas ainda podem encontrar espaço nos cultos aO tema ganha outro contorno quando Smith fala sobre artistas mais jovens. Recentemente, ele assistiu a uma apresentação de Forrest Frank e chamou atenção para a reação da Geração Z durante o show. Segundo o cantor, o público jovem acompanhava as músicas e cantava as letras enquanto Frank falava abertamente sobre sua fé cristã.
“Ver o Forrest lá em cima compartilhando o Evangelho, sem vergonha nenhuma, foi simplesmente incrível”, disse Smith.
O veterano descreveu artistas como Frank como “jovens Josués” que estão “causando impacto”. A observação mostra que, apesar das críticas à cultura da celebridade, Smith não vê a exposição pública dos novos artistas apenas de maneira negativa.
O que ele considera necessário é que essa visibilidade esteja ligada ao conteúdo que os artistas dizem defender. No caso de Frank, Smith destacou justamente o fato de o cantor falar sobre o Evangelho diante de uma plateia formada em grande parte por jovens.
Fonte: wp:net3gospel.com.br:53238




