
Telles também destaca a diligência como um princípio bíblico importante para a construção de uma vida financeira equilibrada. Segundo ele, ser diligente significa agir com cuidado, dedicação e excelência, o que não tem a ver apenas com habilidade.
Na prática, essa postura envolve investir no próprio desenvolvimento e desempenhar as atividades profissionais com comprometimento. “Ser diligente é buscar capacitação e fazer o melhor para aquele local, empresa ou lugar onde se está trabalhando”, argumenta Telles.
A prudência também ocupa papel importante nesse processo. “Ser prudente é analisar o impacto das decisões que serão tomadas. Então, todas as ações feitas sem planejamento geram uma consequência”, pontua AdiPara ele, dentro de uma perspectiva cristã, decisões financeiras importantes devem ser discutidas no ambiente familiar. “É preciso conversar com a família, debater entre os cônjuges, de maneira a atender a necessidade para o momento ou para a fase da vida em que se está vivendo”, diz.
Importância do planejamento
Outro fundamento destacado pelo empresário é o planejamento. Para Telles, organizar previamente as decisões é uma maneira de reduzir desperdícios e aumentar as possibilidades de alcançar objetivos.
“Planejamento é uma estrada pavimentada que leva ao objetivo e ao foco com clareza, mais rápido e evitando desperdício. Já as ações feitas a toque de caixa estão fadadas ao fracasso”, assinala.
O planejamento, segundo Telles, também está diretamente ligado à capacidade de construir o futuro. Ele cita o ensino de Jesus em Lucas 14 sobre calcular os custos antes de iniciar uma construção como exemplo de organização e prudência.
“Quando você for fazer algo, precisa sentar e fazer um cálculo. Isso se chama planejamento. Você precisa planejar para atingir o alvo com mais precisão, porque tudo o que é feito a toque de caixa está fadado ao fracasso”, afirma, recomendando que oportunidades de aprendizado e preparação não sejam adiadas.
Para Telles, a responsabilidade pessoal é parte essencial do processo de maturidade financeira. “Deus não colocaria nada em nossos corações se não fôssemos capazes de Desejo x necessidade
Telles também chama atenção para a dificuldade de diferenciar necessidade de desejo em uma sociedade marcada pelo consumo. De acordo com ele, o desejo humano é permanente e precisa ser administrado. “Por isso, eu tenho que listar o que é desejo e o que é necessidade.”
Como exemplo, ele cita a compra de um celular. Um aparelho de menor valor pode atender à necessidade do consumidor, mas as estratégias comerciais podem estimular a aquisição de um modelo muito mais caro.
“Um celular de mil reais pode atender à minha necessidade naquela fase. Já a oferta do mercado, em 12 vezes, pode me levar a comprar um aparelho de seis mil reais, porque o foco não está no montante, mas nos 500 reais da parcela. Então, eu compro um desejo, e não uma necessidade”, exemplifica.
Para Telles, compreender os mecanismos que estimulam o consumo é parte do processo de amadurecimento financeiro. Ele relaciona essa dinâmica ao relato bíblico da tentação no Éden. “Costumo dizer que no Jardim do Éden nasceu o primeiro marketing. A serpente foi especialista em marketing porque criou uma necessidade para vender uma solução”, suEle explica que os estímulos externos podem potencializar desejos que já existem dentro do indivíduo. “É através dos cinco sentidos que somos tentados: pela visão, audição, olfato, paladar ou tato. Eu preciso identificar em qual dessas áreas estou sendo tentado e atraído a fazer compras que não preciso”, enfatiza.
Prosperidade começa nos hábitos
Na avaliação do empresário, aumentar a renda não é suficiente para alcançar equilíbrio financeiro e prosperidade. A mudança precisa começar pela maneira como a pessoa administra os recursos que já possui. “Aumentar a renda é bom, mas sem mudar padrões e hábitos pode potencializar o tamanho do problema”, alerta.
Nesse processo, Telles destaca o domínio próprio como uma virtude essencial. “Você tem que ser maestro das suas emoções”, afirma, fazendo referência ao fruto do Espírito apresentado em Gálatas 5.
Ele também utiliza a imagem da maturidade para explicar a relação entre comportamento e vida financeira. “Às vezes, eu, você e muitos outros não conseguimos prosperidade financeira porque nos comportamos como crianças birrentas diante da nossa vida financeira. Enquanto não nos tornarmos adultos, não vamos alcançar êxito financeiro”, conclui Adimir Telles. blinha.
Fonte Comunhão.
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