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Notícias/NEWS26/10/2026· Local

Idosos chefiam 21,6 milhões de lares e sustentam famílias

Mulher idosa sorri ao lado de vasos de flores na varanda de um apartamento (imagem ilustrativa). - Foto: NX Fotos/Renato Cabrini/NX Fotos

Os idosos chefiam lares em quase um terço das casas brasileiras. Em 2025, pessoas com 60 anos ou mais eram responsáveis por 21,6 milhões de domicílios, segundo o estudo “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, feito com dados da PNAD Contínua, do IBGEO levantamento analisa o período de 2015 a 2025 e mostra que a população mais velha está no centro da economia doméstica. Em 87% das casas com moradores de 60 anos ou mais, eles chefiam o lar ou participam diretamente da gestão do orçamento. Além disso, a renda média mensal do grupo, de R$ 3.865, foi a mais alta entre as faixas etárias analisadas.

Quando os idosos chefiam lares e sustentam a casa

“Filhos, netos e outros parentes dependem diretamente dos rendimentos da população mais velha para subsistir”, afirmou Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, segundo o portal Viva. O esforço aparece também no trabalho. Ao todo, 8,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estavam ocupadas, o equivalente a 24,4% da faixa etária. Metade delas trabalha por conta própria ou como empregadora, e 72% desses empreendedores atuam sem CNAo mesmo tempo, o poder de compra encolheu. A renda real do grupo caiu 4% entre 2016 e 2025, enquanto a média da população subiu 13% no mesmo período.

Mais idosos morando sozinhos

Outro dado chama a atenção: 32% dos chefes de família com 60 anos ou mais vivem sozinhos. As casas com um único morador nessa faixa etária cresceram 75% em dez anos, um acréscimo de 2,76 milhões de lares. As mulheres são 62% desse grupo, cerca de 4 milhões de pessoas.

Morar só não significa necessariamente estar sozinho. Mesmo assim, o número acende um alerta para famílias e igrejas. Visitas frequentes, ligações, ajuda com tarefas e convites para refeições e cultos fortalecem os laços e ajudam a prevenir o isolamento. A tecnologia também pode aproximar, desde que usada com equilíbrio. A Comunhão já mostrou, por exemplo, como o uso excessivo do celular afeta o sono e a ansiedade de idosos.

Honra que se traduz em cuidado

Os números lembram que avós e pais idosos não são apenas alvo de cuidado. Muitas vezes, são eles que sustentam e unem a família. Por isso, reconhecer esse papel, ouvir suas histórias e dividir responsabilidades é uma forma concreta de honrar quem veio antes, um valor presente em toda a tradição bíblica e essencial para a convivência entre gCom informações do portal Viva.

Fonte: Comunhão