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Notícias/Destaque26/08/2026· Local

Jovens religiosos criticam retrato da fé na internet

Embora a maioria dos jovens religiosos admita consumir conteúdo religioso online e utilizá-lo para explorar sua fé, a maior parte ainda confia mais em líderes locais e nos próprios pais para esclarecer dúvidas sobre religião e espiritualidade, aponta um estudo recente do Center for Scholars & Storytellers da UCLA.

 

Intitulado The Future of Faith: Young People, Media, & Spirituality, a pesquisa liderada por Yalda T. Uhls, professora adjunta do Departamento de Psicologia da UCLA, revelou que a maioria dos jovens das gerações Z (nascidos entre 1997 e 2012) e Alpha (nascidos no início dos anos 2010 até meados dos anos 2020) não considera as representações de sua fé e espiritualidade na mídia como precisaJovens buscam autenticidade e enfrentam desafios na mídia

Financiado pela Templeton World Charity Foundation, o estudo ouviu mais de 2.000 jovens entre 16 e 24 anos e realizou grupos focais com quase 100 adolescentes e jovens de 14 a 24 anos. O objetivo foi entender como eles usam a mídia para se engajar e expressar suas crenças religiosas e espirituais, seu senso de pertencimento e identidadeOs participantes se identificaram como cristãos evangélicos, católicos, muçulmanos, judeus, Santos dos Últimos Dias (mórmons), sikhs, protestantes tradicionais, hindus, budistas, além de agnósticos, ateus e espiritualistas não religiosos.

 

Mais da metade dos jovens, religiosos e não religiosos, afirmou que o conteúdo online é importante para explorar a fé, relatando que se sentiram espiritualmente tocados, inspirados ou confortados por esse tipo de material. Entre os religiosos, 68% disseram se conectar com amigos ou colegas por meio de conteúdo espiritual ou religioso na internet.

 

Apesar do intenso consumo de mídia digital, mais de 60% dos jovens religiosos afirmaram que a prática central da fé ocorre em espaços tradicionais, ou em uma combinação destes com o ambiente online.

 

Além disso, 70% dos entrevistados declararam que a forma como a mídia retrata sua religião ou espiritualidade influencia a maneira como são tratados por outras pessoas. No entanto, menos de 40% dos participantes, em quase todos os grupos religiosos e não religiosos, consideram as representações midiáticas como fiéis à sua cMais de 60% de todos os respondentes relataram ter visto algo na mídia que os fez sentir menos seguros para expressar suas crenças religiosas. Em grande parte dos grupos religiosos, mais da metade admitiu que consumiu conteúdo religioso que gerou conflitos ou tensões com familiares, amigos ou colegas.

 

Apelo por retratos mais autênticos e respeitosos

Os jovens apontaram as redes sociais, mais do que a televisão ou o cinema, como fontes de representações religiosas e espirituais mais autênticas ou positivas. Ainda assim, eles pedem que criadores de conteúdo, influenciadores e produtores de TV e cinema superem retratos simplificados ou estereotipados da fé e da espiritualidade.

 

“A Geração Z e a Geração Alpha estão redefinindo o que religião e espiritualidade significam na era digital, e têm grande interesse por conteúdos autênticos que reflitam e amplifiquem suas crenças e práticas”, declarou Yalda T. Uhls, autora sênior do estudo. “Há uma oportunidade real para os criadores de mídia desenvolverem conteúdos que despertem curiosidade, promovam conexões e abram novos caminhos para que os jovens explorem sua fé em um ambiente seguro.”

 

Este estudo evidencia a complexidade da relação entre jovens e a mídia no contexto religioso, destacando a busca por representações mais verdadeiras e o papel fundamental das comunidades locais na formação da fé. (Com informações de Leonardo Blair – Christianpost)

Fonte: wp:net3gospel.com.br:53993