
Compreender a causa não significa considerar a mentira aceitável – Foto: MagnificA Bíblia ensina que a verdade deve fazer parte da vida do cristão. Em Efésios 4:25, o apóstolo Paulo orienta: “deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo”. No ambiente familiar, esse princípio também pode ajudar os pais a lidar com situações em que os filhos passam a esconder informações ou mentir com frequência.
Para o pastor Josué Gonçalves, terapeuta familiar, o primeiro passo para enfrentar o problema é compreender o que leva a criança ou o adolescente a mentir. Segundo ele, em muitos casos, a atitude está relacionada ao medo, e não necessariamente à maldade. “Medo de decepcionar, medo do castigo, medo da sua reação”, explica.
O pastor ressalta, porém, que compreender a causa não significa considerar a mentira aceitável. Para ele, a forma como os pais reagem às situações pode influenciar diretamente a disposição dos filhos para falar a verdReconstrução é gradual
Para Josué, recuperar a confiança depois de episódios recorrentes de mentira não acontece de maneira imediata. O processo exige diálogo constante e a criação de um ambiente em que o filho perceba que pode falar sem medo de uma reação desproporcional. “Confiança se reconstrói devagar, com possibilidade, não com discurso único”, destaca.
O terapeuta recomenda que os pais continuem abrindo espaço para conversas sinceras. “Com o tempo, ele vai aprender que pode confiar em você, falando a verdade sempre, mesmo quando for difícil”, conclui Gonçalves.
Fonte Comunhão.
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