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Notícias/Notícias25/08/2026· Local

Movimento pede investigação contra Tarcísio por ato em igreja

Tarcísio de Freitas (ao centro) participou de evento na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério do Belém – Foto: ReproduçãoA Associação Movimento Brasil Laico solicitou ao Ministério Público Eleitoral de São Paulo a abertura de investigação contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, por suposta prática de propaganda eleitoral irregular dentro de uma igreja. A entidade também pede que a apuração alcance Guilherme Derrite e André do Prado, candidatos do PL ao Senado, além de dirigentes da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério do Belém.

 

O episódio ocorreu em 17 de agosto, em um templo da igreja na zona leste da capital paulista. Segundo a associação, Tarcísio participou de um encontro que reuniu aproximadamente 2,5 mil pessoas. Durante o evento, leu um trecho da Bíblia e pediu orações para que “Deus abra os caminhos”. O governador também esteve em uma reunião com obreiros ao lado dos candidatos ao Senado.

 

Derrite discursou no encontro e afirmou que poderia pedir votos, mas optaria por solicitar orações. O candidato agradeceu à atuação da igreja e declarou ter colocado sua vida “nas mãos de Deus” para cumprir uma missãoPara o Movimento Brasil Laico, as manifestações configurariam um pedido indireto de votos e teriam proporcionado aos candidatos uma exposição eleitoral privilegiada. A entidade sustenta ainda que a utilização do espaço religioso poderia ser caracterizada como propaganda eleitoral em bem de uso comum e como doação estimável em dinheiro, modalidade que, segundo a representação, é vedada às igrejas.

 

A associação também aponta possíveis práticas de abuso de poder político e econômico. Na avaliação apresentada ao Ministério Público, a liberdade religiosa não impede a aplicação das regras eleitorais quando atividades realizadas em templos são utilizadas para promover candidaturas.

 

O movimento defende que a proibição busca preservar a igualdade entre os concorrentes e impedir que a influência exercida por lideranças religiosas seja empregada como vantagem eleitoral. A entidade afirma que Tarcísio poderia ficar inelegível por oito anos caso as acusações sejam confirmadasProcuradas pelo UOL, as campanhas de Tarcísio de Freitas, Guilherme Derrite e André do Prado foram consultadas sobre o caso. Em nota, André do Prado afirmou que esteve no local apenas como convidado e que sua participação ocorreu “em um momento de fé e oração”, sem pedido de votos, manifestação de campanha ou atividade eleitoral dentro da igreja. Já os outros candidatos não responderam ao veículo de comunicação. 

Fonte Comunhão.

Fonte: wp:net3gospel.com.br:53922