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Notícias/NEWS25/10/2026· Local

Advogada relata duas ocorrências envolvendo eleitoras do PT em Três Lagoas

Eleitora entrega celulares à Polícia Federal

O primeiro caso envolve a eleitora Júlia Monteiro de Campos, encaminhada à Polícia Federal após a suspeita de que teria votado com celular dentro da cabine. Segundo Luciene, Júlia relatou que estava com dois aparelhos, o dela e o de um amigo, e que apresentou o e-Título, deixou o próprio celular fora da cabine, mas esqueceu o outro aparelho no bolso ao entrar para votar.

A advogada afirmou que, conforme o depoimento da eleitora, não houve filmagem nem foto durante o voto. Ainda segundo o relato apresentado à Polícia Federal, o presidente da seção permitiu que Júlia votasse e, ao sair da cabine, advertiu a eleitora de que ela estaria cometendo um crime eleitoral por portar o celular no local de votação.

Luciene disse que Júlia começou a gravar o diálogo apenas depois da advertência, como forma de registrar que não havia usado o celular para filmar ou fotografar o voto. A eleitora foi levada pela Polícia Militar à Polícia Federal, onde prestou depoimento, assinou termo de comparecimento e entregou os dois aparelhos para anáDe acordo com a advogada, Júlia também assinou termo de renúncia à confidencialidade dos celulares, acompanhada por Luciene e pela advogada Yasmin Ferrini, para que a autoridade federal pudesse periciar os aparelhos. “Agora a Polícia Federal vai verificar se houve mesmo algum crime eleitoral”, afirmou Luciene, ao acrescentar que, pelo que foi relatado, o celular não teria sido retirado do bolso no momento do voto.A advogada também defendeu que presidentes de mesa façam a advertência antes da entrada do eleitor na cabine quando houver suspeita de que a pessoa esteja portando celular na roupa ou em bolsa.

Mulher relata ofensas ao entrar para votar

A segunda ocorrência citada por Luciene aconteceu na Escola Dom Aquino Corrêa. A advogada disse que chegou ao local depois dos fatos e que a outra parte envolvida no conflito deixou a escola antes de ser ouvida ou apresentar sua versSegundo Luciene, ela teve acesso a uma gravação feita pelo marido de Grazielle Soares, que entrava na escola para votar usando roupa vermelha e portando uma bandeira. A advogada afirmou que a eleitora fazia uma manifestação silenciosa, permitida pela legislação eleitoral, já que eleitores podem usar bandeira, adesivo ou camiseta, desde que não abordem outras pessoas.

Na gravação, segundo a advogada, é possível ouvir alguém proferindo ofensas contra Grazielle e dizendo que “é por isso que o Brasil não vai pra frente por causa de petista”. Luciene relatou que a eleitora se exaltou após a fala, chamou um policial e, conforme a versão apresentada por Grazielle, houve princípio de tumulto, enquanto a outra parte saiu do local sem passar por averiguação.

A advogada afirmou que a prova disponível até aquele momento era a gravação feita pelo marido da eleitora, na qual aparece a fala ofensiva enquanto Grazielle caminhava com a bandeira do PT em direção à cabine de votação.

Fonte: RCN67