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Notícias/NEWS13/10/2026· Local

Ataque hacker em igrejas coloca 939 mil fiéis em alerta

Alerta após investigação

A suspeita de invasão à Yoido Full Gospel Church chegou à instituição por meio da Agência Coreana de Internet e Segurança (KISA). A partir do alerta, a igreja iniciou uma apuração interna para identificar os sistemas atingidos e avaliar a extensão do incidente.

Em alguns registros cadastrais, a investigação encontrou informações mais sensíveis, como números de identificação nacional, além de endereços e telefones. A instituição começou a comunicar pessoas potencialmente afetadas e adotou medidas para impedir novas conexões não autorizadEntre as ações estão o bloqueio de acessos externos, a troca de senhas dos servidores e a substituição do firewall. A igreja também pretende contratar empresas especializadas para identificar vulnerabilidades e fortalecer sua estrutura de proteção digital. O pastor Lee Young-hoon, líder da congregação, pediu desculpas pelos transtornos e reconheceu a responsabilidade da instituição em proteger as informações confiadas pelos fiéis.

SaRang também investiga ataque

A Igreja SaRang confirmou uma ocorrência semelhante e montou uma equipe de resposta emergencial para investigar o caso. Segundo a análise da Oasis Security, além dos dados de aproximadamente 89 mil membros, arquivos internos de 286 funcionários podem estar envolvidos, inclusive informações relacionadas ao pastor principA instituição comunicou o episódio às autoridades e iniciou procedimentos para determinar a extensão do acesso indevido e evitar novos comprometimentos. Até o momento, entretanto, não há confirmação pública sobre quem realizou os ataques ou sobre uma motivação específica. As duas igrejas também ainda investigam exatamente como os invasores conseguiram penetrar nos sistemas.

IA entra na investigação

Um dos aspectos que mais chamaram a atenção dos pesquisadores foi a presença de indícios de que ferramentas de inteligência artificial podem ter sido utilizadas durante parte das operações.

A análise encontrou referências a chamados “subagentes”, programas capazes de executar tarefas específicas a partir de sistemas de IA, além de registros com características de processos automatizados. Os especialistas, contudo, fazem uma ressalva: os vestígios encontrados não permitem afirmar qual foi exatamente a participação da inteligência artificial nos ataques. A tecnologia pode ter auxiliado determinadas etapas, mas a investigação ainda não estabeleceu sua extensão.

Os métodos de invasão também teriam sido diferentes. Em um dos episódios, os criminosos podem ter explorado uma vulnerabilidade que possibilitou acesso administrativo à rede. No outro, há indícios do uso de credenciais vazadas e falhas em aplicações inIgrejas entram no radar da segurança digital

Os episódios ocorrem em um momento de crescente preocupação na Coreia do Sul com ataques contra sistemas conectados à internet. Recentemente, instituições financeiras do país também enfrentaram incidentes envolvendo informações pessoais de clientes. O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, afirmou que havia indícios de utilização de inteligência artificial em alguns ataques contra bancos, ampliando o debate sobre o potencial da tecnologia para facilitar crimes digitais.

No caso das igrejas, a investigação continua. O principal desafio agora é determinar quais informações foram realmente acessadas, se houve extração de dados e quantas pessoas foram efetivamente afetadas.

A possibilidade de exposição, entretanto, não significa necessariamente que os dados tenham sido publicados ou disponibilizados ao público. As autoridades e as próprias instituições ainda trabalham para esclarecer a dimensão dos danos e identificar os responsáveis.

Fonte: Comunhão