
No Datafolha, realizado nos dias 6 e 7 de outubro, Flávio registra 69% das intenções de voto entre evangélicos, enquanto Lula tem 25%. Entre católicos, o resultado se inverte: o presidente alcança 53%, contra 41% do candidato do PL. O levantamento ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, realizada entre 3 e 8 de outubro, também identifica uma diferença expressiva entre os grupos religiosos. Flávio aparece com 72,7% entre evangélicos, contra 23,5% de Lula. Já entre católicos, os candidatos estão praticamente empatados: o presidente registra 49%, enquanto o senador tem 48,7%. Foram entrevistadas 5.026 pessoas, com margem de erro de um ponto Percentual levantamento mais recente do grupo, divulgado em 13 de outubro, o BTG/Nexus encontrou uma distância menor entre os candidatos no eleitorado evangélico. Flávio tem 58% das intenções de voto, ante 32% de Lula. Entre católicos, o presidente aparece com 51%, enquanto o senador registra 44%. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 10 e 12 de outubro, com margem de erro geral de dois pontos percentuais.
Diferença entre evangélicos e católicos varia conforme pesquisa
Embora os três institutos apontem Flávio à frente entre os evangélicos, a diferença varia de acordo com a pesquisa. Na AtlasIntel/Bloomberg, a distância é de 49,2 pontos percentuais; no Datafolha, de 44 pontos; e no BTG/Nexus, de 26 pontos. As variações reforçam a importância de observar as datas de coleta, as metodologias e as características de cada amostra, sem tratar os percentuais como uma fotografia única e definitiva do eleitorado religioso Entre os católicos, os resultados mostram uma disputa mais equilibrada. Lula tem vantagem de 12 pontos no Datafolha e de sete pontos no BTG/Nexus. Na AtlasIntel/Bloomberg, a diferença é de apenas 0,3 ponto percentual em favor do presidente, resultado que configura proximidade numérica dentro da margem de erro geral da pesquisa.
Números revelam tendência, não confirmação do voto
Os números também exigem cautela ao interpretar a relação entre religião e escolha política. Os levantamentos retratam tendências de grupos de entrevistados, mas não significam que todos os fiéis de uma denominação compartilhem a mesma preferência. Questões econômicas, sociais, regionais e a avaliação dos candidatos também integram o contexto da decisão Eleitoral o segundo turno marcado para 25 de outubro, os recortes religiosos ajudam a compreender a disputa pelo voto cristão, mas não esgotam a complexidade do eleitorado. Para além das diferenças entre católicos e evangélicos, os dados mostram a importância de acompanhar como as intenções de voto evoluem nas próximas rodadas de pesquisa.
Intenção de voto por religião e por instituto
Os percentuais abaixo se referem à intenção de voto declarada por eleitores de cada grupo religioso, e não à distribuição de votos válidos. As pesquisas foram realizadas em datas diferentes, por isso os números devem ser comparados com cautela.
Datafolha
Entre os evangélicos: Flávio Bolsonaro (PL), 69%; Lula (PT), 25%.
Entre os católicos: Lula (PT), 53%; Flávio Bolsonaro (PL), 41%.
Data da pesquisa: 6 e 7 de outubro de 2026.
Metodologia: 2.520 entrevistados; margem de erro de 2 pontos percentuais.
AtlasInteEntre os evangélicos: Flávio Bolsonaro (PL), 72,7%; Lula (PT), 23,5%.
Entre os católicos: Lula (PT), 49%; Flávio Bolsonaro (PL), 48,7%.
Metodologia: 5.026 entrevistados; margem de erro de 1 ponto percentual.
Data da pesquisa: 3 a 8 de outubro de 2026.
BTG Pactual/Nexus
Entre os evangélicos: Flávio Bolsonaro (PL), 58%; Lula (PT), 32%.
Entre os católicos: Lula (PT), 51%; Flávio Bolsonaro (PL), 44%.
Metodologia: 2.002 entrevistados por telefone; margem de erro de 2 pontos percentuais.
Data da pesquisa: 10 a 12 de outubro de 2026.l/Bloombergal.so.l.
Fonte: Comunhão




