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Notícias/NEWS07/10/2026· Local

Bruxismo infantil

De acordo com a cirurgiã bucomaxilofacial Juliana Mussi, do Hospital Paulista, o bruxismo infantil tem múltiplas causas. “Ele resulta da interação entre fatores respiratórios, do sono, comportamentais, psicológicos e alterações do desenvolvimento neurológico”, explica.

Entre os fatores associados, segundo ela, estão ansiedade, estresse, alterações comportamentais, dificuldades de atenção e hábitos como roer unhas. Juliana também cita que o refluxo gastroesofágico e uso de determinados medicamentos podem estar relacionados ao quadrA respiração durante o sono é um dos aspectos que merecem atenção. Conforme a especialista, ronco, apneia obstrutiva, aumento das amígdalas ou adenoides, respiração pela boca, asma e alergias respiratórias podem estar relacionados ao bruxismo do sono. “Identificar e tratar essas alterações é importante, pois, em determinadas situações, o bruxismo pode estar associado a esses quadros”, afirma Juliana.

Indícios percebidos durante o dia

Como o bruxismo ocorre principalmente durante o sono, nem sempre os episódios são percebidos pela família. Alguns sinais, entretanto, podem surgir durante o dia, conforme pontua Juliana: sonolência, irritabilidade, hiperatividade, dificuldade de concentração e respiração bucal persistenA especialista reforça que a criança pode ainda acordar com dor de cabeça ou apresentar desconforto e cansaço nos músculos da mastigação. “Dificuldade para abrir a boca e estalos na articulação da mandíbula são outros possíveis sinais.”

Os dentes também podem indicar a ocorrência do problema. “Desgaste, sensibilidade e dor podem aparecer, especialmente quando o ranger ou apertar dos dentes é intenso”, esclarece a especialistAcompanhamento pode ser suficiente

Ter bruxismo não significa necessariamente que a criança precise de tratamento. “Na ausência de sintomas, dor, desgaste significativo, condições associadas ou prejuízo à qualidade de vida, o acompanhamento periódico pode ser suficiente”, enfatiza Juliana.

Por outro lado, a cirurgiã bucomaxilofacial enumera que hipersensibilidade, dores, alterações na articulação da mandíbula ou cefaleias relacionadas ao quadro justificam uma avaliação profissional. “Também é importante investigar sinais de apneia do sono e outros problemas respiratórios, além de ansiedade, depressão, alterações do desenvolvimento neurológico ou refluxo, quando houver Suspeito nessas situações, a avaliação deve considerar não apenas os dentes, mas também possíveis fatores associados ao bruxismo. “O mais importante é não olhar para o bruxismo de forma isolada. Em algumas crianças, ele pode estar associado a outras alterações que precisam ser identificadas e acompanhadas”, conclui Juliana.

Fonte: Comunhão