Notícia

NEWS

Notícias/NEWS07/10/2026· Local

Muçulmano interrompe culto com facão

O representante do Ministério de Assuntos Religiosos da Indonésia, Gugun Gumilar, criticou o episódio e afirmou que a congregação tinha autorização para realizar os cultos no local.

“Ninguém tem o direito de proibir os cultos. Lamentamos profundamente as ações violentas dos moradores que portavam armas brancas. Perturbar o culto das pessoas é um ato criminoso previsto na legislação da KUHP”, relatou Gugun.

Cristãos pedem responsabilização

Após a casa de oração ser fechada pelas autoridades, cristãos e organizações de direitos humanos passaram a cobrar que o muçulmano que ameaçou os fiéis seja responsabilizado pela Justiça:

“Embora tenham reconhecido os esforços de mediação, afirmaram que tais acordos são superficiais demais para garantir a segurança das partes lesadas”.

Bonar Tigor Naipospos, do Instituto Setara para a Democracia e a Paz, afirmou que deixar o caso sem punição pode passar a impressão de que pessoas pertencentes à maioria religiosa estão aciSe esse caso não for resolvido judicialmente, os perpetradores se considerarão imunes à lei por alegarem representar a maioria – o impacto é enorme; vários grupos intolerantes farão o mesmo. Imagine, alguém ameaça te matar, depois pede desculpas com promessas e lágrimas de crocodilo devido à pressão popular, e então sai impune”, afirmou Bonar.

A Anistia Internacional na Indonésia também pediu que a polícia continue investigando o caso, principalmente a ameaça feita com o facão. A organização alertou que resolver a situação apenas por meio de mediação pode transmitir a ideia de que interrupções violentas de cultos podem acontecer sem consequências legais.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Indonésia classificou o episódio como uma violação do direito à liberdade religioEssas ações se enquadram na categoria de perseguição que não pode ser justificada, porque o direito ao culto é garantido pela Constituição. É claro que a violência por qualquer motivo não pode ser justificada e não pode ser tolerada, incluindo questões de autorização – essas são questões administrativas. Portanto, não podem servir de justificativa para violência e perseguição”, declarou Anis Hidayah, presidente da entidade.A Comunhão de Igrejas na Indonésia (PGI) também condenou a interrupção do culto e pediu medidas legais contra os envolvidos.

A Indonésia está entre os países onde cristãos enfrentam restrições e hostilidade por causa da fé. O Morning Star News informou que, após este episódio, diferentes pessoas apresentaram denúncias à polícia. Pelo menos oito testemunhas foram ouvidas pelas autoridades.

Fonte: Guiame