
Além de Netanyahu, aparece entre os favoritos o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Gadi Eisenkot, do partido Yashar, criado em 2025. Ele comandou o Exército entre 2015 e 2019 e integrou o gabinete de guerra formado após o 7 de outubro, mas deixou o governo com críticas à condução da operação em Gaza. Eisenkot acusa o premiê de não ter evitado o ataque e de negligenciar o resgate dos reféns; Netanyahu nega.A terceira força é a coalizão liderada por Naftali Bennett, do partido Juntos (Beyahad), que foi primeiro-ministro entre 2021 e 2022. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que os três têm posições parecidas em segurança e defesa.
“Os três são de direita. Em termos de segurança, eles são bem parecidos”, afirmou à Agência Brasil a professora de relações internacionais do Ibmec São Paulo Karina Stange Calandril como se forma o governo
Israel é uma república parlamentarista. O Knesset, o Parlamento, tem 120 cadeiras, e o partido vencedor precisa reunir maioria com outras legendas para formar o gabinete. Por isso, a definição do novo governo pode levar semanas depois da apuração.
Segundo os analistas, a oposição pode depender do apoio, ou ao menos da abstenção, de partidos árabes para chegar à maioria, hipótese que os principais candidatos dizem rejeitar. Também estão em debate o serviço militar dos judeus ultraortodoxos e a guerra em Gaza, que, segundo a ONU, deixou mais de 70 mil mortos e deslocou cerca de 90% da população do território.
Mais informações na Agência Brasil informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo.




