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Notícias/POLÍTICA11/10/2026· KF News

Mercado vê chance de ajuste fiscal após avanço de Flávio Bolsonaro no primeiro turno

Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

O primeiro turno das eleições presidenciais mexeu com o mercado financeiro. Flávio Bolsonaro, do PL, ficou à frente do presidente Lula, do PT, na votação realizada no domingo, e isso reacendeu entre os investidores a expectativa de uma virada na condução da política econômica do país. A avaliação é do economista Jason Vieira, em entrevista à Jovem Pan neste sábado.

Segundo Vieira, essa aposta em mudanças fiscais já havia influenciado os mercados no início do ano, mas perdeu força quando Flávio recuou nas pesquisas. Com o resultado da votação, o otimismo voltou. Na segunda-feira seguinte ao pleito, a Bolsa chegou a superar 8% de alta durante o pregão, enquanto o dólar recuou em direção à marca de R$ 5. O economista atribuiu esse movimento, sobretudo, à expectativa de mudanças na política econômica.

Sobre a proposta de cortar R$ 200 bilhões em despesas já no primeiro ano de um eventual governo Flávio Bolsonaro, Vieira foi claro: cumprir esse objetivo de imediato seria difícil. Na avaliação dele, a dimensão do ajuste dependeria de uma análise detalhada do Orçamento e da estrutura de gastos do governo federal. "Pode ser que dê 200 bilhões, pode ser que não dê. Só se vai saber quando chegar lá", afirmou.

O economista também ponderou que o anúncio de reformas fiscais poderia ajudar a reduzir o custo da dívida pública, caso provocasse queda nos juros esperados pelo mercado, mas que isso não dispensaria medidas concretas de contenção de gastos. Para 2027, Vieira citou juros elevados, inflação e endividamento das famílias como os principais obstáculos para a recuperação da economia, e avaliou que um ajuste fiscal confiável poderia abrir espaço para o Banco Central reduzir os juros, desde que as expectativas de inflação também melhorassem.

Fonte: Jovem Pan