
Eduardo Riedel e aliados planejam estratégias para ampliar votos de Flávio Bolsonaro em MS. Para ampliar a vantagem de Flávio em MS no segundo turno, o governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e sua base têm um alvo claro: o eleitor que não foi votar. No primeiro turno, Mato Grosso do Sul teve a maior abstenção do país, 23,88%, ou 482.860 eleitores. A média nacional foi de 21,08%. Flávio Bolsonaro (PL) venceu no estado por 58,60% a 34,68% e abriu 356.496 votos sobre Lula (PT). Riedel já declarou que vai entrar na campanha. “Nós vamos estar ativos, vamos conversar com o candidato Flávio”, afirmou. A votação é em 25 de outubro. Chuva pesou, mas não explica tudo Campo Grande registrou 65 milímetros de chuva no dia 4, o maior volume já medido em um dia de eleição na capital, segundo o Inmet. Coxim teve 136,8 milímetros. Dezenove municípios ficaram sem energia, mas a votação seguiu com as baterias das urnas. A abstenção, porém, já vinha crescendo: foi de 20,53% em 2014 para 22,08% em 2022, antes de chegar a 23,88% agora. Ela também aumentou em 60 dos 79 municípios, inclusive onde choveu pouco. Além do tempo, há desinteresse de parte do eleitorado. A base de Flávio Riedel venceu nos 79 municípios. Os dois senadores eleitos são do PL e fizeram campanha com ele: Reinaldo Azambuja, com 903.554 votos, e Capitão Contar, com 856.045. Sete dos oito deputados federais eleitos são de partidos aliados do governador. Na Assembleia, PL e PP somam 12 das 24 cadeiras. O que os aliados podem fazer O principal trabalho é a mobilização em Campo Grande, que concentra quase um terço do eleitorado, deu 58,68% a Flávio e teve alta de 2,56 pontos na abstenção. Nas cidades do interior, a capilaridade dos deputados e prefeitos aliados permite chegar ao eleitor que ficou em casa. Também há espaço para disputar os 71 mil eleitores de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), que não vão apoiar Flávio. A legislação proíbe que candidatos e apoiadores ofereçam transporte a eleitores no dia da votação. O caminho legal é o convencimento antes do dia 25. Pela simulação da reportagem, se a abstenção voltar ao nível de 2014, cerca de 68 mil eleitores a mais vão às urnas. Somado à migração de eleitores dos candidatos derrotados, isso levaria a vantagem de Flávio em MS para algo entre 415 mil e 425 mil votos, de 60 mil a 70 mil a mais que no primeiro turno. Lula também tem estrutura no estado. A deputada federal mais votada foi Camila Jara (PT), com 154.157 votos, e o PT elegeu quatro deputados estaduais. A abstenção é alvo das duas campanhas. Que resultados podem ser obtidos O ganho possível em MS equivale a cerca de 3% da diferença nacional do primeiro turno. Não decide a eleição sozinho, mas pode pesar se a disputa for apertada. Para Flávio, o maior risco no estado não é a virada de Lula, e sim ver a vantagem encolher por falta de comparecimento. Nota metodológica: as projeções são estimativas da reportagem e não resultado de pesquisa eleitoral. Os dados de votação e abstenção são do TSE. O post Segundo turno em MS: o que Riedel e aliados podem fazer para ampliar a vantagem de Flávio apareceu primeiro em RCN67 .
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