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Notícias29/10/2026· via Local

Sobrinhos são suspeitos de levar recados a líder de facção preso em Campo Grande

Investigação aponta que sobrinhos do detento atuavam como mensageiros da organização criminosa Foto: PF Um líder de uma organização criminosa preso na Penitenciária Federal de Campo Grande é suspeito de continuar se comunicando com integrantes da cúpula do grupo que estão em liberdade. A investigação aponta que dois sobrinhos do detento atuariam como mensageiros , levando informações entre ele e outros integrantes da organização. Para interromper esse canal de comunicação, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, nesta quinta-feira (29), a Operação Cesura . A ação inclui o cumprimento de um mandado de prisão preventiva, dois de prisão temporária e dois de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e de Belford Roxo. A prisão preventiva foi cumprida na própria penitenciária de Campo Grande, onde o investigado permanecerá preso. As medidas foram autorizadas pela 3ª Vara Federal da capital sul-mato-grossense. Investigação identificou contato entre lideranças As apurações indicam que um dos investigados visitava frequentemente o líder preso em Campo Grande depois de manter contato com uma das principais lideranças da facção em liberdade, que está foragida da Justiça. Mensagens analisadas pelos investigadores apontariam que integrantes da organização criminosa continuam reconhecendo o detento como uma das lideranças do grupo, mesmo após sua prisão. O caso começou a ser investigado a partir de provas obtidas na Operação Red Fox , conduzida pelo MPF no Rio de Janeiro. A operação apura o tráfico internacional de armas de grosso calibre e de drogas pela fronteira norte do país. A análise dos dados de uma liderança foragida levou os investigadores a suspeitar que familiares do preso eram usados para manter a comunicação entre ele e a organização. Suspeito ocupa cargo público na Baixada Fluminense Um dos investigados ocupa um cargo comissionado em uma câmara municipal da Baixada Fluminense. Segundo as informações divulgadas, ele adquiriu, nos últimos dois anos, patrimônio considerado, em princípio, incompatível com a renda declarada. A investigação busca esclarecer a participação dos suspeitos na comunicação entre o detento e os integrantes da organização criminosa que continuam em liberdade. A FICCO/MS reúne forças federais, estaduais e municipais de segurança, entre elas a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Penal estadual e federal e a Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande. O nome Cesura significa corte ou pausa e faz referência ao objetivo de interromper a comunicação entre o líder preso e os integrantes da organização em liberdade. O post Sobrinhos são suspeitos de levar recados a líder de facção preso em Campo Grande apareceu primeiro em RCN67 .

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