
RedaçãoPai e mãe beijam o rosto da filha adolescente, que sorri entre os dois (imagem ilustrativa, foto de arquivo) - Foto: Portal Comunhão/Freepik
Quando precisam de orientação, os adolescentes pedem conselho primeiro à mãe e ao pai. É o que mostra um levantamento do Barna Group divulgado nesta segunda-feira (26), feito com 1.500 jovens de 13 a 18 anos nos Estados Unidos. A mãe é procurada por 84% deles, e o pai, por 78%.
Os números fazem parte do estudo Reimagining Ministry for Gen Alpha, realizado em parceria com o ministério Christ In Youth. Depois dos pais aparecem os amigos próximos (75%), Jesus (68%), professores e mentores adultos (67% cada) e a Bíblia (66%). Pastores são citados por 56% dos entrevistados, e líderes de jovens, por 5Onde os adolescentes pedem conselho na internet
As fontes digitais ficam atrás de todas as relações pessoais da lista. O YouTube é procurado por 39% dos adolescentes, e as redes sociais e a inteligência artificial, por 35% cada. A pesquisa também registrou que 70% dos entrevistados sentem pressão para responder à pergunta sobre quem realmente são, uma busca de identidade que passa por casa antes de chegar às telasEntre os jovens mais engajados na fé, que o instituto chama de “ativados”, o quadro muda um pouco. A mãe segue no topo (80%), ao lado de Jesus e da Bíblia (78% cada) e do líder de jovens (71%). Quando esses adolescentes pedem conselho à tecnologia, porém, confiam mais nela: 46% concordam totalmente que a IA é um lugar seguro para fazer perguntas que não fariam em voz alta, contra 28% do total.
Casa é o primeiro lugar de discipulado
Para o Barna, a conclusão é que os pais seguem como a voz mais confiável, com folga, e que os ministérios de jovens ajudam mais quando preparam as famílias para discipular os filhos em casa. Richard Hamilton, pastor de jovens ouvido no relatório, resume o desafio: cabe aos adultos garantir que “um adulto de confiança, e não um algoritmo”, ocupe esse espaço.
O resultado ecoa um conselho antigo das Escrituras: “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensinamento de tua mãe” (Provérbios 1.8). Neste mês, a Comunhão mostrou que o afeto dos pais na primeira infância também deixa marcas na adolescência. Para quem tem filhos nessa fase, o recado é manter a porta da conversa aberta, mesmo quando parece que eles não estão ouvindo.
A pesquisa ouviu 1.500 adolescentes de 14 a 17 de fevereiro de 2026, pela internet, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O relatório completo está no site do Barna Group, em Com informações de Barna Groupi
Fonte: Comunhão




