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Notícias/NEWS05/11/2026· Local

Conhecimento bíblico: 2 em cada 3 fiéis reprovam em teste

Leitura diária da Bíblia é o hábito que mais eleva a nota no teste do Lifeway Research (imagem ilustrativa) - Foto: Portal Comunhão/Priscilla Du Preez/Unsplash

O conhecimento bíblico de quem frequenta a igreja nos Estados Unidos ficou abaixo do esperado em um teste aplicado pelo Lifeway Research. Divulgado nesta terça-feira (3), o levantamento mostra que 65% dos 2.012 cristãos ouvidos tiraram nota inferior a 60, e a média geral ficou em 51 pontos numa escala de 0 a 100.

A pesquisa foi feita pela internet entre 12 e 29 de agosto com protestantes, católicos e ortodoxos que vão à igreja ao menos uma vez num mês típico. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Só 9% chegaram à faixa mais alta, com 90 pontos ou mais; outros 8% ficaram entre 80 e 89.

O questionário reuniu dezenas de perguntas em oito blocos: personagens, em que livro está cada narrativa, ordem dos acontecimentos, versículos para completar, divisões da Bíblia, Antigo ou Novo Testamento e frases que estão ou não nas Escrituras.

Onde o conhecimento bíblico mais falhou

Quase todos (94%) sabem que Moisés recebeu os Dez Mandamentos. Mas apenas 45% apontaram Saul como o primeiro rei de Israel, e 32% responderam Davi. Dois em cada três (67%) acreditam que existe um livro chamado Ezequias, e 44% incluíram o chamado Evangelho de Tomé entre os livros sagrados.Ordenar personagens do Antigo Testamento foi o ponto mais difícil: só 11% colocaram Débora, Golias, Jonas e Ester na sequência certa. Completar João 3.16 foi fácil para 80%, enquanto em Miqueias 6.8 o índice de acerto caiu para 28%. A frase “Deus ajuda quem se ajuda” foi reconhecida como fora da Bíblia por apenas 51%.

Leitura diária faz diferença

Entre os entrevistados, 21% leem a Bíblia todos os dias e 22% raramente ou nunca. Quem lê diariamente teve média 66; quem quase não abre as Escrituras ficou com 36, e 91% desse grupo reprovou. No modelo estatístico do instituto, a leitura diária acrescenta 13,8 pontos à nota. O sermão do pastor segue como a principal forma de contato com o texto na semana (56%).

Os frequentadores de igrejas evangélicas tiveram média 53, os católicos 49 e os protestantes históricos 48. Por idade, o melhor resultado veio da faixa de 30 a 49 anos, com 54 pontos.

Um chamado para pastores e igrejas

Para Scott McConnell, diretor executivo do Lifeway Research, o estudo confirma que a maioria dos fiéis “não aprendeu ou não se lembra” de muita coisa da Bíblia. Ele defende que os líderes continuem mostrando por que ler e estudar importa e ajudem a entender cada passagem dentro da grande história das Escrituras. “Conhecer a Bíblia envolve o coração, a mente e as emoções”, afirmou.

Os números servem de convite também às igrejas brasileiras: o conhecimento bíblico nasce do contato constante com a Palavra, que guia a caminhada diária. “A tua palavra é lâmpada para guiar os meus passos, é luz que ilumina o meu caminho” (Salmos 119.105). Outro estudo recente já apontou que leitura da Bíblia e perdão andam juntos. O relatório completo está no site do Lifeway Research, em inglês.Com informações de Lifeway Research

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Fonte: Comunhão