
Pessoas conversam ao redor de uma mesa com toalha xadrez (imagem ilustrativa) - Foto: NX Fotos/Gleiton Mendes - KIM
O Dia da Tolerância, celebrado na segunda-feira (16), é um convite para olhar com mais cuidado para os relacionamentos do dia a dia. Instituída pela Assembleia Geral da ONU em 1996, a data lembra a Declaração de Princípios sobre a Tolerância, adotada pelos países-membros da Unesco em 16 de novembro de 1995.
O documento define tolerância como respeito e apreço pela rica variedade de culturas do mundo. Além disso, trata o tema como um dever moral, e não como simples indiferença. Na prática, a ideia vale para muito além das relações entre países: ela aparece na mesa da família, no grupo de amigos, no trabalho e na igreja.
O que o Dia da Tolerância ensina aos relacionamentos
Entre os caminhos que a ONU aponta para enfrentar a intolerância, um deles é bastante pessoal: reconhecer como o próprio comportamento pode alimentar ciclos de desconfiança. Outro é agir localmente, sem esperar que as instituições resolvam tudo sozinhas. Os dois princípios cabem em Qualquer circunstâncias não é concordar com tudo nem abrir mão de convicções. Pelo contrário, é escolher tratar com dignidade quem pensa, crê ou vive de forma diferente. Para o cristão, essa escolha tem raiz bíblica. Paulo escreve: “No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas” (Romanos 12.18). O texto reconhece que a paz nem sempre depende só de nós, mas pede que cada um faça a sua parte.
Atitudes que ajudam a conviver
Algumas práticas simples fazem diferença. Por exemplo: ouvir até o fim antes de responder, separar a pessoa da opinião dela, evitar ironias e apelidos e escolher o momento certo para conversas difíceis. Também vale saber encerrar um assunto quando ele ameaça ferir a relação. Nas redes sociais, a regra é não escrever ao outro o que não se diria olhando nos olhos deAs festas de fim de ano, que se aproximam, costumam reunir parentes com visões muito diferentes. Por isso, combinar antes, em família, quais temas ficam de fora da mesa pode evitar desgastes. A Comunhão já tratou do assunto na entrevista “Não troque a paz por causa de um voto”, com o psicólogo Edson de Oliveira Pinto.
Quando procurar ajuda
Se os conflitos se tornam constantes e afetam a saúde emocional, a orientação de um psicólogo, de um terapeuta familiar ou de um pastor pode ajudar a reconstruir pontes. Mais informações sobre a data estão na página oficial da OCom informações da ONU
Fonte: Comunhão




