
Para o pastor Josué Gonçalves, terapeuta familiar e idealizador do SOS Casamento Curado, o problema não está necessariamente em pensar ou agir de maneira diferente, mas em transformar essas divergências em uma disputa dentro do relacionamento. Segundo ele, muitos conflitos conjugais surgem porque os cônjuges interpretam perspectivas diferentes como uma ameaça ou como sinal de que um dos dois está errado. “Parem de tratar diferença como ameaça! Começa por aqui”, orienta.
Na avaliação do terapeuta, diante de uma divergência, o casal deve substituir a tentativa de provar quem está certo pela disposição de compreender a perspectiva do outro. Ele relaciona esse princípio ao ensinamento de Provérbios 27:17: “Como o ferro com ferro se afia, assim o homem ao seu Amigo divergências entre cônjuges não precisam se transformar em conflitos no dia a dia - Foto: Magnific
Diferenças de personalidade e comportamento fazem parte da dinâmica de qualquer casamento. O problema começa quando essas características passam a ser tratadas como ameaças ou provas de que um dos cônjuges está sempre certo. No entanto, as divergências entre cônjuges não precisam se transformar em conflitos no dia a dia.A proposta, portanto, é transformar a diferença em uma oportunidade de aprendizado. “O que posso aprender com a maneira como meu cônjuge enxerga isso?”, sugere Josué.
Diferenças que equilibram
O pastor destaca que características distintas podem contribuir para o equilíbrio da relação. Enquanto uma pessoa pode ser mais rápida para tomar decisões, a outra pode agir com maior cautela. Da mesma forma, um cônjuge pode preferir planejamento, enquanto o outro se sente mais confortável com a espontaneidade. “Você pode ajudá-lo a agir, ele pode ajudá-lo a pensar”, explica.
Para Josué, quando essas diferenças são compreendidas e amadurecem dentro do relacionamento, deixam de ser necessariamente fontes de conflito e passam a exercer uma função complementar. Esse processo, entretanto, exige que os cônjuges abandonem a necessidade de vencer todas as discussões. Em vez de insistir que sua maneira de pensar é superior, o casal deve buscar uma solução construída a partir das duas perspectivas. “Procure construir uma terceira alternativa que considere os dois”o terapeuta ressalta ainda que compatibilidade não significa que marido e mulher precisem concordar em tudo. A maturidade conjugal está também na capacidade de lidar com divergências sem permitir que elas evoluam para hostilidade. “Compatibilidade não significa pensar igual. Significa aprender a administrar diferenças sem transformar diversidade em hostilidade”, conclui.
Fonte: Comunhão




