
O levantamento ouviu 1.000 homens evangélicos e protestantes negros que frequentam igrejas, entre 12 de junho e 6 de julho de 2026, com margem de erro de 3,5 pontos percentuais. Em paralelo, a Lifeway entrevistou 473 líderes de ministérios masculinos, entre 27 de maio e 18 de julho, com margem de 5,3 pontos.
O que a pesquisa mostra sobre o ministério de homens
Entre os frequentadores, 58% dizem que a igreja tem um ministério de homens organizado, 23% citam apenas atividades informais e 14% afirmam que não há nada voltado para eles. A diferença aparece no cuidado percebido: onde não existe atividade masculina, 67% dizem que a igreja investe nos homens e os capacita, contra 97% nas igrejas com ministério estruturaO mesmo contraste se repete no preparo para a vida em família. Nas igrejas sem atividades para homens, 54% se sentem equipados como líderes espirituais em casa, ante 89% onde há ministério organizado. Mais da metade (55%) dos participantes atribui ao grupo um crescimento espiritual que não teria de outra forma.
Para o diretor executivo da Lifeway Research, Scott McConnell, “um pouco de intencionalidade tem um grande impacto sobre os homens na igreja”, segundo a divulgação do estudo.
Saúde mental, vícios e tentação
Além da saúde mental, os homens pedem mais apoio da igreja para lidar com tentação sexual e pornografia (27%) e com álcool ou drogas (25%). A percepção dos líderes, porém, vai em outra direção: só 2% apontam a saúde mental como a necessidade espiritual mais comum entre os participantes, e 15% ofereceram grupos de recuperação de dependências no último ano.
Ainda entre os líderes, 38% avaliam que o ministério ajuda bem os homens a encontrar cura para traumas, perdas Participação é o maior desafio
A baixa presença é a principal queixa de quem coordena os grupos: 61% citam homens que não participam como o maior obstáculo. O líder típico conta com 20 participantes regulares, e 72% dizem que o maior evento do ano reuniu até 50 homens.
Os mais jovens são os que menos percebem resultado. Entre os de 18 a 34 anos, 44% relatam crescimento que não teriam sem o ministério, índice que chega a 62% entre os de 65 anos ou mais. A faixa mais nova também recorre mais às redes sociais (34%) para o desenvolvimento espiritual.
Encontros com comida foram a atividade mais comum (79% dos líderes) e a mais eficaz para criar comunidade (65%). Estudos bíblicos, oferecidos por 70%, foram apontados por 48% como os mais eficazes para o discipulado.
Novembro Azul e o cuidado com os homens
No Brasil, o mês reforça o alerta sobre a saúde masculina. A Comunhão mostrou que o câncer de próstata matou 50 homens por dia no país em 2025, dado que reforça o papel das igrejas em incentivar o cuidado com o corpo e com as emoções. A pesquisa completa está disponível no site da Lifeway RNa prática, para a sua igreja
Bíblia no centro: 40% dos homens dizem que ensinar a Bíblia está entre as três coisas mais importantes que a igreja deve fazer por eles.
Não só lazer: 22% afirmam que atividades apenas sociais os desestimulariam a participar.
Trilha de crescimento: 46% dos ministérios organizados têm um caminho de desenvolvimento espiritual, contra 27% dos informais.
Mentoria entre gerações: 59% dizem que mentorear jovens é um valor central do ministério.
Cuidado emocional: 39% pedem mais apoio em saúde mental.
Com informações de Lifeway Researchesearch.




