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Notícias10/10/2026· via Local

Receita chega a R$ 970 milhões e investimentos passam de R$ 125 milhões até agosto

Três Lagoas arrecadou R$ 970,7 milhões entre janeiro e agosto de 2026, segundo a prestação de contas do segundo quadrimestre apresentada pela Secretaria Municipal de Fazenda. O valor corresponde a 64,16% da receita atualizada prevista para todo o ano, que passou de R$ 1,488 bilhão para R$ 1,513 bilhão. Do total arrecadado, R$ 381,1 milhões vieram de receitas próprias do município, o equivalente a 39,27% de toda a arrecadação. Entre as principais fontes estão o ISSQN, com R$ 113,4 milhões, o RPPS, com R$ 78,5 milhões, o Imposto de Renda, com R$ 49,4 milhões, e o IPTU, que arrecadou R$ 46,8 milhões. Também aparecem o ITBI, com R$ 17,3 milhões, e a dívida ativa, responsável por R$ 11 milhões. A arrecadação mostra ainda forte participação de recursos transferidos pelos governos estadual e federal. As receitas estaduais somaram R$ 257,9 milhões, sendo R$ 219,6 milhões somente de ICMS. Já as receitas federais chegaram a R$ 281,6 milhões. O FPM respondeu por R$ 110,4 milhões, enquanto o Fundeb somou R$ 93,2 milhões e os recursos do SUS chegaram a R$ 60,2 milhões. Outro dado relevante é a arrecadação de capital. Até agosto, foram contabilizados R$ 50 milhões provenientes de operações de crédito, valor que representa 83,33% dos R$ 60 milhões previstos para essa fonte durante o ano. Do lado das despesas, a prefeitura havia empenhado R$ 1,151 bilhão até o segundo quadrimestre. Desse montante, R$ 857,4 milhões foram liquidados e R$ 842,7 milhões foram efetivamente pagos. A despesa empenhada corresponde a 74,46% da dotação orçamentária atualizada, que chegou a R$ 1,591 bilhão. O empenho, porém, não significa que todo o dinheiro já tenha sido gasto. Ele representa o compromisso assumido pelo poder público. A liquidação confirma que o serviço ou produto foi entregue e o pagamento representa a saída efetiva do recurso. A maior despesa entre os órgãos é a Saúde, com R$ 322,5 milhões empenhados. Na sequência aparecem Educação, com R$ 276,8 milhões; Infraestrutura, com R$ 165 milhões; Governo, com R$ 99,1 milhões; Gestão de Pessoas, com R$ 51 milhões; Fazenda, com R$ 49,7 milhões; Assistência Social, com R$ 45,5 milhões; e Previdência, com R$ 32,8 milhões. Saúde A Saúde é a área que mais movimentou recursos no período. Dos R$ 322,5 milhões empenhados, R$ 169,9 milhões correspondem a outras despesas correntes, R$ 144,7 milhões a pessoal e encargos sociais e R$ 7,9 milhões a investimentos. A aplicação constitucional também ficou acima do mínimo exigido. O município aplicou R$ 184,7 milhões em ações e serviços públicos de saúde, o equivalente a 30,35%, diante do mínimo constitucional de 15%. Entre os investimentos estão equipamentos para unidades de saúde, aquisição de equipamentos médicos voltados ao diagnóstico por imagem, estrutura para UBSs, equipamentos para unidades especializadas, além da construção da Unidade de Saúde da Família Miguel Nunes e do Centro de Atenção Psicossocial. Educação Na Educação, os empenhos chegaram a R$ 276,8 milhões. Pela regra constitucional, o município precisava aplicar R$ 153,8 milhões e aplicou R$ 157,4 milhões, alcançando 25,58% da receita considerada para o cálculo. O Fundeb recebeu R$ 93,7 milhões e teve R$ 92,3 milhões aplicados. Do total utilizado, R$ 92,1 milhões foram destinados aos profissionais da educação, enquanto R$ 210,8 mil foram aplicados na manutenção e desenvolvimento do ensino. Entre as obras estão a construção do CEI Portinari, com investimento de R$ 5,2 milhões, a Escola Municipal Montanini, que recebeu R$ 12 milhões, e a Escola Municipal Júlio Fernandes Colino, com R$ 4,7 milhões previstos nos investimentos realizados no período. Pavimentação Os investimentos realizados somaram R$ 125,5 milhões. Desse montante, R$ 132,3 milhões aparecem vinculados à pavimentação e drenagem na apresentação, além de R$ 38,4 milhões em imóveis, R$ 8,4 milhões em iluminação e R$ 2,6 milhões em bens. A classificação apresentada no documento deve ser considerada em conjunto com a tabela detalhada dos investimentos. A relação detalhada mostra que a pavimentação e a drenagem concentram diversos dos maiores contratos e obras. Entre eles estão intervenções no Jardim Samambaia e Jardim Capilé, no valor de R$ 16,5 milhões; avenida Custódio Andrews, com R$ 14,9 milhões; Jardim Novo Alvorada e Jardim Rodrigues, com R$ 12,3 milhões; e Vila Alegre, com diferentes etapas de obras. Também aparecem investimentos de R$ 8,8 milhões no Jardim Alvorada, R$ 8,7 milhões em outras etapas de pavimentação, R$ 7,7 milhões no Jardim das Primaveras e R$ 6,5 milhões em três bairros: Jardim Itamaraty, Jardim Nossa Senhora de Fátima e Jardim Eunice. Além do asfalto, o município investiu R$ 8,4 milhões na iluminação pública por meio de parceria público-privada. Também foram destinados R$ 4,7 milhões à primeira etapa do Shopping Popular e outros R$ 2,8 milhões à segunda etapa. Infraestrutura A drenagem aparece como uma das principais frentes de investimento. Entre as obras estão a implantação de duas estações elevatórias e bacias de detenção de drenagem, os chamados piscinões, na Vila Nova e no Jardim Alvorada, com R$ 4,5 milhões, além de obras de drenagem na Vila Alegre. A Prefeitura também registrou investimentos em equipamentos públicos, como a reforma e ampliação do Balneário Municipal, a reforma e ampliação do Terminal Rodoviário Urbano, a construção do Parque Natural da Cascalheira e a climatização da Feira Central, que recebeu R$ 1,4 milhão. Pessoal consome R$ 594 milhões Outro ponto importante da prestação de contas é o gasto com pessoal. A despesa total com pessoal chegou a R$ 594,1 milhões, equivalente a 50,33% da receita corrente líquida. O índice está abaixo do limite máximo de 54%, mas próximo do limite prudencial de 51,30%. O dado merece atenção porque significa que aproximadamente metade da receita corrente líquida está comprometida com pessoal e encargos. Ao mesmo tempo, a administração permanece dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Dívida líquida é negativa Na situação financeira, a dívida consolidada do município era de R$ 155,5 milhões. Entretanto, Três Lagoas tinha R$ 163,4 milhões em deduções, principalmente em disponibilidade de caixa. Com isso, a dívida consolidada líquida ficou negativa em R$ 7,8 milhões. A prestação de contas também mostra que a receita corrente líquida ajustada para o cálculo dos limites de endividamento era de R$ 1,195 bilhão, enquanto a dívida consolidada correspondia a 13,01% desse valor, muito abaixo do limite de 120% estabelecido para os municípios. O post Receita chega a R$ 970 milhões e investimentos passam de R$ 125 milhões até agosto apareceu primeiro em RCN67 .

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