
Interior de templo com bancos de madeira, vitrais e portas abertas ao fundo. Imagem ilustrativa. - Foto: NX Fotos/Gleiton Mendes - KIM
Só 27,4% dos fiéis das igrejas nos Estados Unidos doam com regularidade, segundo estudo divulgado nesta semana. Esses doadores consistentes, que contribuem na maior parte dos meses, respondem por cerca de 81% de tudo o que é ofertado. O dado está no relatório Giving in Faith 2026.
O levantamento foi feito pela área de pesquisa da Givelify, plataforma americana de doações on-line, com apoio do Lake Institute on Faith & Giving, da Universidade de Indiana. Foram ouvidos 894 líderes de igrejas e 1.987 doadores, além da análise de padrões de contribuição registrados na própria plataforma.
Líderes enxergam mais regularidade do que existe
Um dos pontos que mais chamam a atenção é a distância entre a percepção dos pastores e a realidade. Perguntados sobre quantos doadores consistentes havia em suas igrejas, os líderes estimaram, em média, 53% da congregação, quase o dobro do índice medido pela pesPara formar mais doadores consistentes, a recomendação do relatório é deixar de lado apelos genéricos e tratar cada grupo de forma própria: ensinar sobre generosidade, dar o exemplo, mostrar o que as ofertas tornam possível e agradecer. A tecnologia, segundo os autores, deve apoiar a intenção do doador, e não substituí-la. O texto observa ainda que 76% dos doadores não usam contribuição automática, muitas vezes por aperto no orçamento ou por enxergarem a oferta como um ato espiritual, feito de forma consciente a cada vez.
Generosidade como fruto da fé
Embora o estudo trate da realidade americana, o tema conversa com as igrejas brasileiras, que também discutem a compreensão do dízimo e da oferta entre os cristãos. A Bíblia apresenta a contribuição como resposta de um coração alcançado pela graça: “Que cada um dê a sua oferta conforme resolveu no seu coração, não com tristeza nem por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (2 Coríntios 9.Ao mesmo tempo, a imensa maioria dos fiéis afirma querer contribuir ao menos uma vez por mês, mas só uma parcela pequena transforma esse desejo em prática. Os pesquisadores chamam a soma dessas duas lacunas de “déficit de consistência” e calculam que ela represente de US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões por ano em todo o setor religioso americano, que recebe mais de US$ 150 bilhões anuais. Para uma congregação típica, a diferença seria de aproximadamente US$ 50 mil por ano.
Quatro perfis de doadores
O estudo divide os fiéis em quatro grupos. Os “devotos” doam sempre, querem ampliar a contribuição e confiam mais na igreja. Os “constantes” também são regulares, mas estão satisfeitos com o que dão e associam menos a oferta ao crescimento espiritual. Os “despertando” desejam ser fiéis na contribuição, porém esbarram em limites financeiros. Já os “desengajados” têm menor vínculo com a fé e com a comunidaO relatório completo está disponível no site da Givelify.
Com informações de Givelify e The Christian Post
Fonte: Comunhão




