
Artigo discute a diferença entre superstição e fé em Cristo. - Foto: Reprodução
“Quando isso se tornou conhecido entre os judeus e gregos que viviam em Éfeso, todos ficaram tomados de temor, e o nome do Senhor Jesus foi honrado” (Atos 19:17, NVI).
Durante meu primeiro ano no ensino fundamental II, eu carregava sempre dois objetos: um cartão e uma cruz. O cartão trazia a imagem de São Patrício e uma bênção no verso, que eu guardava no bolso ou na mochila. Já a cruz, eu usava diariamente, independente da ocasião ou do que estivesse vestindo. Assim como o cartão, ela tinha inspiração celta, feita em peltre irlandês com um trevo no centro.
Para muitos, isso poderia parecer uma expressão de fé. Mas, na verdade, eu não conhecia nem seguia Cristo naquela época. Buscava conforto na força que esses objetos pareciam transmitir, como se a presença deles pudesse me proteger. Sofria bullying constante, e talvez essa superstição fosse uma tentativa de encontrar segurança. Para mim, esses itens tinham um poder enorme, mas eu havia confundido o símbolo com a verdade que ele represHoje, dificilmente alguém tentaria invocar o nome de Cristo para lidar com possessão demoníaca. Em outras regiões do mundo, onde ataques espirituais são mais evidentes, sabe-se que a força para combater Satanás vem de Cristo, não da simples pronúncia de palavras. No entanto, ainda podemos cair na armadilha de achar que certos rituais ou objetos nos protegem. Até a oração pode ser usada de forma equivocada, quando pensamos que o Senhor nos ouvirá mais por causa da quantidade de palavras que dizemos (Mateus 6:6-8).
Fé verdadeira além dos símbolos
Não devemos confundir símbolos com a verdade que eles representam. Uma cruz de madeira pendurada na parede é um lembrete poderoso do sacrifício de Jesus, mas, isolada da Pessoa do Salvador, não tem poder para salvar. A Bíblia que guardamos ao lado da cama contém as preciosas promessas de Deus, mas não as transmite apenas pelo fato de termos uma cópia do texto. Podemos admirar pinturas de fiéis que seguiram Cristo ao longo da história, mas isso não nos garante crescimento na santificação. Símbolos e práticas espirituais têm seu valor, desde que não sejam confundidos com o essencial: Jesus e nosso relacionamento pessoal com ESó mais tarde entendi que o verdadeiro poder da cruz, assim como o exemplo da vida dos santos, vem do Cristo crucificado e ressuscitado.
Quando o nome de Jesus não basta
Na época inicial da igreja, alguns judeus fizeram algo semelhante. No livro de Atos, lemos sobre exorcistas itinerantes, os filhos de Ceva, que tentavam expulsar demônios invocando o nome de Jesus por meio do nome de Paulo. Eles tinham ouvido falar do poder de Cristo para libertar as pessoas do domínio dos espíritos e presumiram que apenas pronunciar Seu nome seria suficiente para expulsar os demônios. Estavam enganados.
Um dia, o espírito maligno respondeu: “Jesus eu conheço, e sei quem é Paulo, mas vocês, quem são?” (Atos 19:15, NVI). Em vez de saírem vitoriosos, como esperavam, foram derrotados e ficaram machucados (Atos 19:16). Essa experiência mostra que o nome de Jesus não é uma palavra mágica a ser usada para nossos próprios interesses. A superstição não substitui a fé verdadeira.
Um dia, todo joelho se dobrará diante do nome do Senhor Jesus, tanto de criaturas humanas quanto espirituais (Filipenses 2:9-11). Mesmo agora, os demônios tremem diante do poder do Salvador. O problema não está em Cristo, pois Ele já derrotou as forças das trevas, fazendo delas um espetáculo na cruz (Colossenses 2:15). O poder está na Pessoa, não apenas no nome. Paulo e os apóstolos expulsavam espíritos e realizavam milagres porque conheciam o Senhor e confiavam na salvação que Ele ofHá algo em sua vida que tenha se tornado supersticioso – seja a oração, a leitura da Bíblia ou a guarda de objetos religiosos? Essas coisas são boas e corretas, mas podem ser usadas de forma errada se encaradas como talismãs que nos protegem do mal. O que você pode fazer hoje para trocar essa superstição por uma fé firme e verdadeira?
Quais passos práticos você pode dar nesta semana para investir em seu relacionamento com o Senhor, assim como faria com um Amigo troque a superstição por fé em Cristo.
Fonte: Comunhão




