
Para especialistas, a mudança está relacionada à transformação dos hábitos de consumo de informação e entretenimento. Segundo ele, a televisão perdeu espaço para as redes sociais, enquanto a própria rotina das famílias também mudou. A televisão, que durante décadas concentrava a atenção das pessoas em determinados horários, passou a disputar espaço com plataformas digitais, streaming e outras formas de conteúdo.A pesquisa não apresenta, na divulgação localizada, um recorte específico por religião. Por isso, os dados não permitem afirmar que evangélicos estejam assistindo mais ou menos ao horário eleitoral do que outros grupos religiosos. O que o levantamento evidencia é uma transformação mais ampla na comunicação política brasileira: para quase seis em cada dez eleitores entrevistados, a televisão não foi uma fonte utilizada para acompanhar a propaganda eleitoral nesta campanha.Essa mudança altera também a estratégia das campanhas. Durante muito tempo, conquistar uma grande quantidade de minutos no horário eleitoral era considerado um instrumento importante para aumentar rapidamente o conhecimento de um candidato. O levantamento sugere, porém, que o simples acesso ao maior tempo de televisão não significa necessariamente que a mensagem chegará à maioria dos eleitores.
O fenômeno também ajuda a explicar por que as redes sociais ganharam importância no ambiente eleitoral. A comunicação digital permite mensagens mais curtas, circulação rápida de vídeos e conteúdos personalizados, além de uma interação que não depende de o eleitor estar diante da televisão no horário determinado pela Justiça Eleitoral. Ao mesmo tempo, essa dinâmica amplia o desafio de verificar a origem e a confiabilidade das informações que circulam.
Para o eleitor cristão, o cenário reforça a importância de buscar informações sobre candidatos e propostas em diferentes fontes, sem limitar a decisão eleitoral ao conteúdo de uma propaganda. A Bíblia apresenta a busca por sabedoria e discernimento como princípios importantes para decisões responsáveis. “O simples dá crédito a toda palavra, mas o prudente atenta para os seus passos”, registra Provérbios 14O levantamento foi realizado entre 23 e 25 de setembro, com 1.000 entrevistas telefônicas em todo o país. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O programa eleitoral terminou na quinta-feira, 1º de outubro, encerrando um dos principais instrumentos utilizados tradicionalmente pelas campanhas para apresentar candidatos e propostas ao eleitorado.
Fonte: Comunhão




