
A orientação é observar as próprias reações e identificar atitudes que se repetem na relação com as crianças - Foto: Magnific
“Jurei que não ia criar meus filhos do jeito que fui criado. E estou repetindo tudo.” O desabafo, comum entre pais que desejam oferecer uma educação diferente daquela que receberam, foi abordado pelo pastor e terapeuta familiar Josué Gonçalves. Segundo ele, romper padrões herdados da infância exige mais do que boas intenções: é preciso reconhecer comportamentos, rever atitudes e buscar aprendizadoA orientação é observar as próprias reações e identificar atitudes que se repetem na relação com as crianças. Gritos, respostas impulsivas e formas de disciplinar os filhos podem reproduzir experiências da infância que os próprios pais gostariam de deixar para trás.
Pedir perdão também é educar
O terapeuta apresentou três atitudes para ajudar a interromper esse ciclo familiar. A primeira é reconhecer os comportamentos que se repetem. A segunda é pedir perdão aos filhos quando houver erros.
“Isso não tira sua autoridade, isso ensina”, afirmou Josué, ressaltando que admitir uma falha pode contribuir para uma relação mais saudável e demonstrar, na prática, a importância da responsabilidade e do respeito.
O terceiro passo é investir no aprendizado sobre a parentalidade. O pastor provocou os pais a refletirem sobre o preparo dedicado à criação dos filhos em comparação com os anos de estudo destinados à profissão. “Ciclo de geração se quebra, mas não se quebra no improviso”, coMuitos pais me dizem a mesma coisa. A gente repete o que viu, não o que jurou”, alertou. Para o especialista, situações de estresse, pressa e raiva podem revelar hábitos aprendidos ao longo da vida, mesmo quando os pais prometem agir de maneira diferente com os filhos.
Mudança começa no coração
Ao abordar o tema sob uma perspectiva bíblica, Josué destacou o princípio de Provérbios 4:23: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vidA mensagem reforça que a intenção de educar de forma diferente precisa ser acompanhada de mudanças concretas. Reconhecer os próprios limites, reparar erros e desenvolver novas maneiras de lidar com os filhos são passos importantes para construir relações familiares que não reproduzam automaticamente os padrões do passado.
Fonte: Comunhão




