
*Curitiba mantém título de cidade mais eficiente do país, mas enfrenta impasse bilionário no transporte*
Curitiba, 21 de outubro de 2026
Considerada por 30 anos modelo de planejamento urbano no Brasil, Curitiba vive um paradoxo neste mês de outubro. Ao mesmo tempo em que é finalista do World Smart City Awards 2026, na Espanha, com o projeto de realocação sustentável do Bairro Novo da Caximba, a cidade teve suspensa a maior licitação de sua história.
O Tribunal de Contas do Paraná suspendeu integralmente a licitação do transporte coletivo da capital, marcada para 26 de novembro. A concessão de R$ 20 bilhões, dividida em 5 lotes, vai gerir os ônibus da cidade pelos próximos 15 anos. O motivo, segundo o conselheiro Fábio Camargo, é a sobreposição de custos com a licitação do Governo do Estado para a região metropolitana. As duas concessões preveem manutenção dos mesmos terminais e estações-tubo. A Urbs tem 15 dias para apresentar defesa.
Na economia, a capital paranaense dá sinais de respiro. O IPCA em 12 meses fechou em 2,72%, abaixo da média nacional, puxado pela queda nos custos de emplacamento (-35,7%) e café moído (-19%). A pressão, no entanto, permanece na mesa do curitibano: cebola subiu 103%, batata-inglesa 76% e tomate 59% no último ano.
No serviço público, a Prefeitura anunciou a posse do milésimo professor em 2026 e a recuperação de 128 pontes e passarelas desde o início do ano. Na área social, o balanço do Hospital Veterinário Municipal chama atenção: 353 mil atendimentos gratuitos em apenas um ano e oito meses de funcionamento.
Com 1,7 milhão de habitantes e a maior renda per capita do Sul, Curitiba segue tentando equilibrar a fama de cidade planejada com os gargalos de uma metrópole que cresce para além de suas fronteiras.
Fonte: www.net3gospel.com.br




