
Exército de Myanmar ataca igrejas cristãs em Mindat e Banmaw. - Foto: Reprodução
O exército de Myanmar destruiu duas igrejas em poucos dias neste mês, ao bombardear uma igreja presbiteriana e queimar uma igreja batista junto com residências vizinhas, conforme relatos da organização Christian Solidarity Worldwide (CSW). Esses ataques recentes evidenciam a escalada da violência contra comunidades cristãs no país.
Em 9 de outubro, dois caças militares lançaram quatro bombas em dois locais na cidade de Mindat, estado de Chin, devastando o complexo da igreja presbiteriana local. Felizmente, não houve registro de vítimas civis.
Três dias depois, soldados das 33ª e 88ª Divisões de Infantaria Leve do exército incendiaram a Igreja Batista Htingnan Kachin e casas ao seu redor em Banmaw, estado de Kachin, segundo informações daA CSW descreve esses ataques como parte de uma campanha sistemática contra a infraestrutura religiosa em regiões habitadas por minorias étnicas, usando a destruição de igrejas como retaliação contra movimentos armados de resistência e punição às populações civis.Impacto além das paredes das igrejas
Mervyn Thomas, presidente fundador da CSW, declarou que a destruição dessas igrejas constitui uma clara violação do direito internacional humanitário e da liberdade religiosa. Ele destaca que as igrejas nessas regiões de conflito não são apenas locais de culto, mas também funcionam como abrigos de emergência, escolas e centros de distribuição de ajuda humanitária.
“Atacar e destruir locais de adoração que servem como pilares espirituais e comunitários para populações vulneráveis é um crime grave”, afirmou Thomas.
O incêndio na igreja batista ocorreu durante a ofensiva das forças militares para retomar o controle de Banmaw, também conhecida como Bhamo. O coronel Naw Bu, porta-voz do Exército de Independência Kachin, confirmou o incêndio ao jornal The Irrawaddy, mencionando confrontos recorrentes na reMyanmar ocupa a 14ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da organização Portas Abertas, com uma pontuação de 81 em 100, enquadrando o país na categoria de perseguição extrema. Estima-se que aproximadamente 4,6 milhões de cristãos vivam no país.
Segundo a Portas Abertas, os cristãos enfrentam restrições para registro de igrejas, oposição ao evangelismo e discriminação motivada pelo nacionalismo religioso. As comunidades cristãs nos estados de Chin e Kachin são particularmente vulneráveis à violência e ao deslocamento forçado.
Thomas conclama a comunidade internacional a agir efetivamente para impedir novos ataques. “A comunidade internacional deve ir além de declarações de preocupação e tomar medidas concretas para cortar o acesso da junta militar a combustível de aviação e equipamentos militares”, enfatizou.
(Com informações de James Lasher – Mycharisma)
Fonte: Comunhão




