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Notícias/NEWS30/10/2026· Local

Reserva de emergência

Várias mãos colocam moedas juntas em um cofrinho vermelho sobre uma mesa (imagem ilustrativa). - Foto: NX Fotos/svetikd/NX Fotos

Celebrado neste sábado (31), o Dia Mundial da Poupança é um bom lembrete para olhar o orçamento da casa. No Brasil, cerca de 31% das pessoas com 16 anos ou mais não têm nenhuma reserva de emergência, segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima com o Datafolha o levantamento entrevistou 5.832 pessoas, de forma presencial, nas cinco regiões do país, entre 4 e 21 de novembro de 2025, e foi divulgado em abril. A margem de erro é de 1 ponto percentual. A diferença entre grupos chama atenção: entre quem investe, só 11% estão sem reserva; entre quem não investe, a proporção sobe para 42%.

Por que a reserva de emergência fica para depois

A principal explicação é o aperto no bolso. Entre os que não conseguem guardar nada, 82% citam condições financeiras desfavoráveis, ante 75% em 2021. Por outro lado, quem consegue poupar tem mudado de estratégia. Cortar gastos com lazer é a medida mais citada (44%), seguida de evitar compras supérfluas (22%). Já o hábito de separar parte do salário todo mês dobrou e chegou a 20%, contra 11% em 20Além disso, a pesquisa mostra que 36% da população tem algum investimento financeiro, cinco pontos a mais do que em 2021. A caderneta de poupança continua sendo o produto mais usado, por 22% dos brasileiros. Ainda assim, muitas reservas são curtas: cerca de um em cada cinco que têm dinheiro guardado diz que ele duraria no máximo um mês.

Guardar como cuidado com a família

A Bíblia usa a formiga como exemplo de previdência: ela “prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento” (Provérbios 6.8). Na prática, a reserva não precisa começar grande. Separar uma quantia fixa assim que o salário cai, antes das outras despesas, ajuda a criar constância. Conversar em família sobre metas e combinar cortes possíveis também evita que o esforço fique nas costas de uma só pessEspecialistas em educação financeira costumam recomendar que a reserva cubra alguns meses de despesas essenciais e fique numa aplicação de resgate fácil. Para quem está endividado, porém, a prioridade é negociar as contas atrasadas, tema que a Comunhão abordou ao mostrar que o endividamento das famílias recuou, mas o atraso médio cresceu. Em caso de dúvida, vale buscar orientação de um profissional de finanças ou dos programas gratuitos de educação financeira.

Os dados completos estão no site da AnbimCom informações da Anbima

Fonte: Comunhão