
Nesse contexto, o aqueduto desempenhava uma função estratégica para a manutenção da vida urbana e religiosa. Sua existência também ajuda os pesquisadores a compreender as condições materiais que sustentavam Jerusalém durante um período importante da história judaica, cenário de acontecimentos registrados no Novo Testamento.
Embora o sistema original se estendesse por aproximadamente 21 quilômetros, apenas cerca de dois quilômetros foram escavados até o momento. A identificação dos novos 300 metros amplia as possibilidades de investigação sobre as técnicas construtivas e a organização do abastecimento de água na AntiguidadPatrimônio integrado ao novo bairro
Além de estudar a estrutura, as autoridades israelenses pretendem incorporar o achado ao planejamento urbano da região. A Autoridade de Terras de Israel e a Autoridade de Antiguidades trabalharão com os arqueólogos para valorizar o patrimônio histórico no novo empreendimento residencialSegundo Storchan, vestígios do aqueduto encontrados em outras áreas da cidade muitas vezes permanecem isolados, cercados ou ocultos por construções posteriores. No novo bairro, porém, a proposta é considerar a presença arqueológica desde o início do projeto.
Entre as possibilidades está a criação de um percurso para visitantes ao longo do aqueduto, preservando os vestígios antigos e permitindo que moradores e turistas conheçam sua históriA iniciativa poderá transformar a estrutura em parte visível da paisagem urbana, aproximando a população de um sistema que, durante séculos, contribuiu para o abastecimento de Jerusalém e para a realização de suas principais celebrações religiosas.
Fonte: Comunhão




