
Uma igreja evangélica em Dourados, no Mato Grosso do Sul, foi alvo de vandalismo com mensagens de ódio contra cristãos. O ataque foi descoberto, na manhã de segunda-feira (12), quando o pastor da Assembleia de Deus Belém chegou ao templo e encontrou pichações no muro, incluindo a ameaça “morram cristãos” e o desenho de um símbolo associado ao terrorismo.O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e está sob investigação policial, segundo informações do jornal A Gazeta de Dourados. Até a última atualização, as autoridades não haviam divulgado informações sobre a identificação dos responsáveis pelo ataque.Na terça-feira (13), o Conselho de Pastores de Mato Grosso do Sul (CONSEPAMS) divulgou uma nota de repúdio ao episódio. A entidade classificou a ação como intolerância religiosa e afirmou que a violência ultrapassa os limites de uma denominação, atingindo toda a comunidade cristã e o direito à liberdade de crença.O presidente do conselho, bispo Roger Reggiori, manifestou solidariedade ao pastor e à congregação atingida. Na declaração, ele também defendeu que os responsáveis sejam identificados e respondam pelo crime.
A entidade ressaltou que a liberdade religiosa é um direito assegurado pela Constituição Federal e destacou que atos contra locais de culto podem ter consequências legais. Ao condenar as pichações, o CONSEPAMS afirmou que manifestações de ódio motivadas por intolerância não devem ser aceitas em uma sociedade democrática, marcada pela pluralidade de crençaA Constituição Federal, em seu artigo 5º, garante a liberdade de consciência e de crença, além de assegurar o livre exercício dos cultos religiosos e a proteção aos locais de celebração. Já o artigo 208 do Código Penal prevê punições para determinadas condutas que atentam contra o sentimento religioso e o respeito aos atos e objetos de culto.
Fonte: Comunhão




